Hoje o dia está difícil. Conforme as notícias chegam, imagino que a direção do mundo esteja nas mãos do Lars von Trier e que não fomos avisados.
Fui dar uma volta pela rua. Já na parte escura do quarteirão, depois da farmácia, fui abordada por uma mulher indo para os seus 55 anos, calculo. Pelos gestos, ela ia me pedir algo.
Era para digitar uma mensagem. Repasso o código penal na cabeça tentando verificar se isso pode ser o começo inusitado de um novo crime na praça e digo logo que não posso. Mas ela, insistente e um pouco constrangida, se explica: "é para digitar no meu celular. Não enxergo as letrinhas à noite".
Pego o aparelho, parecido com o meu, e fomos para a claridade da calçada da farmácia para o ditado:
"Boa noite, meu paulistinha! Durma bem e que tenha bons sonhos..." e desfecha com "um beijo!", mandado meio que confessado. Enviei para o tal do Marcos, fui embora sem fazer perguntas, apesar de curiosa, e me sentindo como a Dora, do filme Central do Brasil.
Renata, que bacana seus textos?! Ainda não consegui criar estes começos com sabor de quero mais.parabéns
ResponderExcluiryvone colega do rascunhos na gaveta
Obrigada pela visita e pelo comentário, Yvone!
ExcluirEu também tenho certa dificuldade em criar começos de textos legais. Podemos comentar com a Deborah a respeito da criação dos começos de textos para nos ajudar. Que tal?